Friday, September 10, 2010

LIBERTADORES, AINDA QUE TARDIA - FALA, NAÇÃO BLOGUERREIRA DE 11/12/2009

FALA, NAÇÃO BLOGUERREIRA!!!

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Libertadores, ainda que tardia.

O Cruzeiro acaba o ano sabendo que o seu maior adversário em 2009 foi ele mesmo. Qual será a postura em 2010? Vamos jogar a Libertadores e ganhar? O time vai perder o medo de casa cheia e voltar a ganhar com 60 mil pessoas na Toca 3?

Há alguns dias, um amigo me fez uma ótima pergunta: “Você tem ideia de como a torcida do Cruzeiro é chata?” Sim, eu tenho. Eu sou talvez um dos membros mais chatos dela. Somos críticos, temos um senso de realidade que muitas vezes não cabe ao torcedor, conseguimos, na maioria das vezes separar o passional do racional. Mas em 2009 fugimos a regra.

Começamos o ano com Guilherme, um jogador querido, indo embora e vendo a promessa do gladiador chegar. Tinhamos a possibilidade de 5 títulos e logo de cara conquistamos o primeiro no Uruguai aniquilando mais uma vez o clube patético de Vespaziano. O Mineiro veio com sabor bis, deixando as frangas tontas novamente com um 5×0. A Libertadores já vinha embalada, alimentando os sonhos do tri e do desejado mundial. O Brasileiro viria de bonus, agraciando um ano brilhante.

O primeiro semestre nos fez voar alto, despertou o lado apaixonado de corações já acostumados com a vitória. A equipe com a mesma base de 2008 estava mais madura, arestas foram aparadas e jogou como uma raposa faminta, até o apagão de 15 de julho.

O torcedor cruzeirense sentiu pela primeira vez em uma década o peso de uma grande derrota. E vi a partir daquele dia uma paixão nunca antes demonstrada. O jogo contra o Corinthians nos fez sair de casa, suportar a ressaca e voltar ao Mineirão para mostrar aos guerreiros que não tínhamos desistido. E nada dava certo! Passamos semanas na parte debaixo da tabela, com um time instável e ainda abalado.

A reação veio devagar, mas veio. Começamos a ganhar fora de casa, um milagre visto no Br’08, mas desaprendemos a ganhar aqui. O fantasma da Libertadores ainda habita o Mineirão. Desenvolvi uma teoria que, resumidamente, diz que se houver mais de 35 mil torcedores, o Cruzeiro não ganha! Está certo que jogamos melhor que o SP, que o juíz roubou 4 pênaltis contra o Palmeiras, mas nada explica não ganhar do Fluminense e do Grêmio.

A partir da 26ª rodada o Cruzeiro se encontrou e aquela paixão louca do primeiro semestre renasceu. Enquanto os dirigentes de outras equipes falavam em título, aqui se falava em trabalho e matematicamente o que parecia impossível, pra nós se tornou razão para sonhar.

No mais estranho (e melhor) Campeonato Brasileiro da história de pontos corridos, na qual todas as equipes perderam o título para elas mesmas, com o Cruzeiro não poderia ser diferente.

A vaga para no G4 esteve a nossa espera por 5 rodadas e não soubemos ocupá-la. Chegamos a 38ª rodada com a faca nos dentes e esperando por outros resultados, eles vieram! Carimbando nosso passaporte para a Bolívia. Libertadores quae sera tamen!

A noite de domingo passado teve o doce sabor da revanche. Ao contrário de algumas equipes que lutavam por uma vaga no G4, não tivemos um ano jogado no lixo (como outras!), vencemos 2 campeonatos e fomos finalistas do maior das Américas. Tirar a vaga do Palmeiras e do cavalo paraguaio Atlético Mineiro foi fechar o ano com sabor de (na medida do possível) dever cumprido.

As contratações estão vindo. Jobson antes uma promessa de bom futebol, pode virar uma grande dor de cabeça. E ainda falta um homem para comandar o time, coordenar nosso meio de campo e ser o maestro de grandes vitórias.

SC!

Nanda

www.twitter.com/nandaarruda

Para ver o texto original clique aqui

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